Passeio ao Mercado Central de BH

O Mercado Central, anteriormente denominado Mercado Municipal de Belo Horizonte, é um mercado localizado no Centro de Belo Horizonte, na cidade de Belo Horizonte, no Brasil. Foi criado em 7 de setembro de 1929 pelo então prefeito Cristiano Machado. Pertenceu à Prefeitura de Belo Horizonte até 1964.[1] Seu galpão ocupa um quarteirão inteiro do Centro da cidade, sendo a entrada principal voltada para a avenida Augusto de Lima.
Cristiano Machado fundou o Mercado em 1929. Na época, o mercado era um campo aberto, com barracas simples. Funcionava como um centro de distribuição de alimentos e outros gêneros, assim como hoje temos a CEASA-MG.
O Mercado funcionou perfeitamente até 1964, quando o prefeito Jorge Carone resolveu vender o terreno, alegando impossibilidade de administração. Cristiano Machado, juntamente com alguns comerciantes, comprou o mercado, para que a venda a terceiros fosse evitada. No entanto, os compradores enfrentaram, imediatamente, um primeiro empecilho: teriam que construir um galpão coberto, na área total do antigo mercado, dentro de um prazo de cinco anos. Caso não conseguissem, teriam que devolver a área à Prefeitura. A cada dia, novas dificuldades impediram o início da construção. A 15 dias do prazo dado pela prefeitura, ainda faltava o fechamento do mercado.
Foi então que os irmãos Osvaldo, Vicente e Milton de Araújo, fundadores do Banco Mercantil do Brasil, decidiram acreditar no empreendimento e investiram no projeto, financiando a construção, confiando no valor do empreendimento para a cidade e em respeito à amizade que mantinham com o administrador do mercado, Olímpio Marteleto. Para que o galpão pudesse ser fechado no prazo estabelecido, foram contratadas quatro construtoras, cada uma responsável pela obra em uma das fachadas. Ao fim de 15 dias, os 14 000 metros quadrados de terreno estavam totalmente fechados. Os associados, com seu empreendedorismo e entusiasmo, viam seu esforço recompensado.
Inscrição na parede exterior do Mercado Central, relacionando o seu cinquentenário
Juntamente com alguns comerciantes, seu administrador, na época Alcides Régis, promoveu a 1ª comemoração da Páscoa dos Comerciantes em 20 de junho de 1954.
Era um movimento pioneiro e, para celebrá-lo, foi designado, pela diocese um padre da Igreja São José. Como o Mercado ainda não havia sido construído e não existia um espaço próprio para as comemorações, estas eram realizadas no átrio e nas escadarias da Secretaria de Saúde, hoje Minas Centro.
O movimento cresceu e envolveu os comerciantes, seus familiares e amigos. Em agradecimento à Virgem de Fátima por uma graça alcançada, uma comerciante de frutas e verduras e frequentadora dos festejos de Páscoa do Mercado, a portuguesa Maria da Conceição Morais, doou uma imagem de Nossa Senhora de Fátima, em 1972, que passou a ser a padroeira do Mercado. A imagem, na época da páscoa, era exposta à visitação dos devotos.
Em 1964, o Mercado Municipal foi comprado por um grupo de comerciantes liderados por Raimundo Pereira Lima que fundaram uma cooperativa e deram início à reconstrução do estabelecimento, que passou a se chamar Mercado Central Abastecimento e Serviços S/C de Belo Horizonte. O local recebeu a pavimentação de ruas internas, cobertura metálica, reforma e/ou reconstrução das barracas e edificação de um outro pavimento - o estacionamento para automóveis.
Durante a reforma, foi construída uma capela para abrigar a imagem da Virgem de Fátima. Em 1972, o presidente do Mercado, Olímpio Marteleto, e alguns comerciantes solicitaram, ao bispo dom João de Rezende Costa, o reconhecimento da capela, construída no estacionamento do Mercado. Ainda nesse ano, foi celebrada, por dom João e o padre Antônio Gonçalves, a missa inaugural. O padre foi designado pela Cúria Metropolitana de Belo Horizonte para capelão e esteve à frente dos trabalhos até o ano de 1979.
Em 16 de julho de 1979, durante as comemorações dos 50 anos do Mercado, foi comemorada a 25ª Páscoa dos Comerciantes do Mercado Central. A cerimônia contou com a presença de dom João Rezende Costa, que oficializou a celebração.
Corredor interno do Mercado Central
Já em 1980, o padre Antônio solicitou sua dispensa de suas atribuições sacerdotais no Mercado Central, sendo designado o padre José Maria Moreira para substituí-lo. Este último permaneceu à frente dos trabalhos religiosos da Capela até 1991. Após essa data, foram convocados os padres Geraldo Magela da Silva e Marcelo do Carmo Ferreira.
Durante toda a permanência de ambos, as atividades propostas foram efetivadas e contaram com maior fluxo de participantes. Nessa época, a Capela passou à categoria de Paróquia, uma iniciativa do capelães, podendo ser desenvolvidas, junto à comunidade, todas as atividades que compõem um trabalho pastoral paroquial.
